terça-feira, 21 de agosto de 2012

Inatividade

Olá, pessoal. Agradeço a todos os que contribuiram de alguma forma com o andamento lerdo do Louco Motor até aqui.

Peço desculpas pela inatividade dos últimos tempos, mas sozinho é complicado manter o blog sempre atualizado, além disso, estou terminando um ano cheio de tarefas para cumprir. Pretendo voltar com bastante vontade em breve.


Mas se alguém quiser contribuir com notícias, matérias e qualquer material referente ao assunto do blog, fique à vontade. Sua ajuda será muito bem recebida.

Obrigado!
Let's rock!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Entrevistas: Killer Klowns

Fala galera!!! Mais uma entrevista, dessa vez com a Banda Killer Klowns! Muito legal, o pessoal tem a mesma ideologia do blog: existe banda bao de rock no Brasil! existe Rock no Brasil! Procure saber! O final é de arrepiar!
Vamos ao que interessa.

Louco Motor: Para começar, seria legal um breve resumo da banda. Como surgiu a Killer Klowns, a ideia do nome, a formação (se se manteve a mesma ou não)? Enfim, um resumo do grupo.
Killer Klowns : Então, queria agradecer a oportunidade de dar essa entrevista e poder mostrar mais um pouquinho do que é o nosso trabalho. O Killer Klowns surgiu em setembro de 2008, quando o antigo baixista "Murilo" e meu irmão "Teets" ( guitarrista ) uniram ideias sobre montar uma banda do estilo que eles mais gostavam, porém, com música autoral. Juntou-se então, essa ideia, de se criar cultura e música, junto com a ideia de me chamar pra tocar ( Baby - Baterista) . Digo ideia, porque a princípio eu tocava baixo, mas odiava ( rsrs). Resolvi então, aprender a tocar bateria e chamei um amigo meu, Douglas “Dino", pra se juntar a nós.
Formou-se então, em 2008, a primeira formação do Killer Klowns. Como o processo de criação das músicas já havia se iniciado antes mesmo da junção desse quarteto, quando nos juntamos, já queríamos gravar logo nosso primeiro E.P. e começar a rodar o Brasil todo! Na época, claro, a banda não tinha nome, então, começamos a pensar nisso. Veio na nossa mente, um filme que meu irmão ( Teets) havia assistido com o nosso grande amigo "Rafael", que se chama "Killer Klowns from other Space – 1988”. Um filme de terror que nos inspirou muito! Com o passar do tempo, crescimento da banda e amadurecimento, tanto da música quando dos membros, em 2010, houve a saída do Murilo e do Douglas "Dino" para a entrada de PC e William, respectivamente no baixo e vocal. E essa formação permanece até hoje.
Louco Motor: Mais uma banda mineira participando de entrevistas aqui no blog. O espaço para bandas de hard rock/rock n roll aí de Minas é bem receptivo, ou essa é uma impressão precipitada?
Killer Klowns: Digamos que seja sim! Aqui em Minas existem vários polos de difusão de bandas, tanto com pensamentos e ideais iguais quanto divergentes. Mas em geral, a galera entende que para o crescimento das bandas, para maior visibilidade, antes tem que se ter a visibilidade da cena como um todo, para poder atrair mais olhares de fora e, assim, mais público para as bandas poderem se mostrar. Mas hoje, a informação não está tão unida assim, mas existem parceiros, claro. Sempre existe! Pensamentos iguais e a qualidade das bandas mineiras, seja nesse estilo, ou até no metal extremo, são fatores que elevam a cena local e levam também o grande nome de Minas ao reconhecimento nacional/internacional. A cena está crescendo muito e, com ela, a qualidade das bandas. Esse é um fato muito importante, devemos a ele a chance de estar dando essa entrevista!
Louco Motor: Vocês conservam uma aparência principalmente inspirada no Hard Rock dos anos 80, como o público vê isso? Acham que é uma forma de limitar a galera que curte ou a vestimenta acaba se transformando em mais um diferencial, por isso também chama a atenção? 
Killer Klowns: Creio que os dois lados que você citou. O fato de nos inspirarmos muito em bandas do Hard rock dos anos 80, tanto no estilo de compor, executar e, ainda , de vestir, causa um certo pensamento distinto em cada pessoa que nos assiste. Por um lado é bom, pois, para os fãs do som de determinada época é uma chance para eles verem que a música não está morta,  muito menos sua atitude. Mas há também quem diga que isso pode ser usado como distração e desculpa para não tocar de tal maneira, digamos "correta", e acaba "distraindo" o principal foco, que é a música. Mas claro, pensamos muito nas roupas, pois adoramos nos vestir e sentir o que é a essência do show mesmo, do Hard Rock oitentista. Mas isso nunca se tornará prioridade perante a qualidade musical. Antes de vestirmos as nossas roupas, temos a plena certeza que as horas que passamos compondo juntos, ensaiando e trocando ideias, irão sobressair perante o público. Isso que atrai a galera. Eles veem algo além das roupas, como você disse, um diferencial. Eles veem que não somos apenas 4 caras tocando...Somos 4 caras querendo, ali, mostrar para o que vivemos e queremos viver. É da música, do calor da galera...Viver , para sentir o que é ter sua música na cabeça de todos, ser pedida por todos e ser gritada por todos!
Louco Motor: Vocês lançaram dois EPs em 2010, certo? Como foi a gravação e composição desses trabalhos? O que a galera pode conferir?
Killer Klowns: Isso. Foram nossos dois primeiros trabalhos. O processo de gravação e composição dos dois trabalhos foram um pouco diferentes. No primeiro, já tínhamos as músicas prontas antes mesmo de decidir gravar, mas seu processo de gravação foi complicado. Primeira experiência em estúdio, deu aquele frio na barriga, dias e mais dias sem conseguir gravar nada... Foi complicado! Mas conseguimos e o lançamos de uma forma que a galera não esperava! Lotamos a casa de show, até então chamada de "Goma" , e a galera pôde ver nosso trabalho completo, e ainda o lançamento de um web-clipe da música "Take it back", alcançando a marca de mais de 160.000 views, e de "Up high" com mais de 8.000 views em suas versões originais . Após ele, já começamos a compor e tivemos bastante tempo pra produzir as novas músicas. Depois do primeiro E.P. "Killer Klowns" , resolvemos mudar um pouco e, devido às influências que tivemos na época, lançamos um disco mais pesado "Women Pleaser" , que foi lançado juntamente com a banda Angra, em seu lançamento do disco "Aqua". Foi uma experiência fantástica, que, além de muitas vendas e acessos na web, nos rendeu um web-clipe com mais de 30.000 views em sua versão original, de "Everytime". Depois desses dois lançamentos, a galera viu o crescimento e amadurecimento da banda, que, em 2 anos, já havia lançado dois E.P.s, atingido uma quantidade de público considerável na internet e fora dela, gravado um clipe com a prefeitura de Uberlândia pelo projeto "Cidade da música - 2010" , onde fomos os primeiros colocados de 294 participantes e, ainda, já estávamos começando a compor as músicas inéditas para o CD que estamos prestes a lançar: o "Rollercoaster Ride" , agora, no primeiro semestre de 2012. O processo de composição, gravação e lançamento desses trabalhos, foram mais que inacreditáveis. Foram experiências surreais, ver toda a galera curtindo , comprando , divulgando e pedindo cada vez mais! Sensacional !
Louco Motro: Na gravação de um trabalho autoral, o que vocês perceberam? Falta apoio para as bandas, principalmente quando o estilo é o Hard Rock?
Killer Klowns: Creio que falta sim, mas não apenas ao Hard Rock. Para o Rock/Metal em geral. Não existe visibilidade por parte de médias/pequenas empresas, muito menos de patrocinadores a fim  de tentarem viabilizar tais projetos. Sendo assim, acaba que sai do próprio bolso a gravação dos projetos. Mas existem, acredito que quase em todos os estados, leis de incentivos à cultura, onde lá você consegue todo o apoio que precisa para gravação de seu material. Foi assim que conseguimos gravar nosso último trabalho "Rollercoaster Ride". Mas, ainda bem que existem produtores que ajudam as bandas a gravarem seus materiais autorais. O que é ótimo! Essa produção e difusão de música e cultura são o que enriquece nossas cenas e nos faz crer cada vez mais no Rock n' roll de qualidade, independente do seu gênero.
Louco Motor: As músicas são muito boas, a gravação está ótima e as letras são em inglês. Para vocês, a língua interfere nas músicas? Porque a preferência pelo inglês?
Killer Klowns: Que isso, agradeço de mais os elogios! Rsrs. que bom que curtiu! Então, eu acredito que influencia, mas pouco. A língua escolhida por nós foi o inglês meio que por causa das influências mesmo, mas também por causa de ser uma língua "universal" , sendo assim, poderíamos divulgá-la com uma certa facilidade a mais do que se fosse cantada em português. Mas, claro, existem ótimas bandas que são vistas em todo o mundo que cantam em português, como, por exemplo, a banda "Kiara Rocks" , que é ótima, de estilo, atitude e ainda cantam em português. O que deixa ainda mais curioso sobre seu trabalho e dá um destaque maior perante as demais, que não optaram pelo português.
Louco Motoro: Um ponto que me chamou a atenção é a divulgação da banda. O site é muito bem construído, fácil de navegar, vocês colecionam as publicações e tudo mais, fato que eu, como jornalista, acho vital nos dias de hoje. Vocês sentem que a divulgação realmente ajuda na carreira, principalmente, relacionado à internet? Já que muito se discuti sobre a banalização que a web pode causar e até na perda de lucro para músicos e artistas.
Killer Klowns: Isso é bastante interessante de se discutir. Primeiro, muito obrigado pelos elogios!! Muito mesmo! Creio que a internet afeta de um modo positivo no crescimento da banda. Ela meio que acelera o processo. Nas épocas antigas, os músicos tinham que gravar para colocar na rádio, para atingirem seu público alvo. Hoje não. Você consegue fazer um vídeo e por à disposição dos fãs e, ainda mais, de quem você quer chamar a atenção. Se o material fizer sucesso, será por dois motivos: ele é muito bom ou ele é muito ruim. Então, acho que essa visibilidade que dá, é positiva, e ainda existe o fator "proximidade" com o fã, que permite com que o fã interaja com o "ídolo" dele, coisa que não existia antigamente. Então, fica mais fácil cativar seu fã e conseguir com que ele curta e acompanhe com muito mais detalhes o desenvolvimento da banda. Agora, o fator dinheiro sim. Sem a necessidade de venda de CDs, perdeu-se muito dinheiro. Claro. Mas, agora, eu acho que se pesar em uma balança, toda a divulgação, reconhecimento e, ainda, proximidade com os fãs e possibilidade de agendamento maior de turnês, contra toda essa perda em CDs, eu ainda acho mais vantajoso a utilização da internet. É só saber utilizá-la com sabedoria que só irá trazer coisas boas.
Louco Motor: Ainda explorando a opinião de vocês. Fazer rock no Brasil é possível? É viável? Ou não passa de um sonho?
Killer Klowns: É possível, é viável e, ainda assim, não deixa de ser um sonho. Fazer Rock no Brasil é possível, pois a visibilidade e proximidade com o público é bastante alta. Você consegue quase fazer todos que gostam daquele estilo te ouvirem. Mas é preciso muita qualidade, pois sempre haverá comparação entre nós e as bandas gringas. Então, é necessário bastante estudo e determinação. A viabilidade é determinada pela força de vontade da banda. Pelo apetite dela pelo sucesso. Por quanto ela está disposta a perder aula, trabalho, faculdade, por apenas viajar pra tocar em várias cidades. Por quanto é que ela está disposta a gravar, gravar de novo e gravar mais uma vez, só porque não achou ainda o jeito que queria. É necessário saber se ela está disposta a correr atrás do seu sonho e largar MUITOS outros para trás.
Creio que é esse sonho que mantém uma banda viva. Tem que querer, e MUITO, pra conseguir o que quer. Estudar, deixar de sair para ensaiar, deixar de comprar uma moto para comprar equipamento, deixar de namorar para ficar e viajar com a banda...Enfim, a banda tem que estar disposta a viver em uma família e conviver como uma empresa, para que no fim de anos e anos de trabalho, ela consiga viver do seu sonho como muitas já conseguiram.
Louco Motor: Quais os planos para a banda em 2012? O que o público pode esperar?
Killer Klowns: Os planos são inúmeros! rsrs . Primeiro, iremos lançar nosso disco "Rollercoaster Ride" agora no primeiro semestre de 2012. Depois, iremos rodar o Brasil todo e, ainda, Europa/U.S.A. divulgando o trabalho. Ainda iremos gravar neste mês nosso primeiro Clipe Oficial. Então, assim, o público pode esperar, porque estamos fazendo muito por eles! Iremos correr atrás de muita coisa, pra que, no fim, possamos curtir toda essa experiência junto com a galera. Vai ser de mais. 2012 será um ano muito foda! Muito mesmo!!
Louco Motor: Por fim, fica aqui um espaço para que vocês se sintam livres e expressem o que quiserem. Desde já, mais uma vez, achei muito legal a participação da Killer Klowns no blog, gostei muito do trabalho e agradeço o incentivo! Let’s rock!
Killer Klowns: Que isso! Nós que temos que agradecer a oportunidade. Queria deixar algumas mensagens aos leitores... Galera, não desacreditem do rock nacional. Existem bandas que muita gente nem conhece, que merecem MUITO! Existem bandas que apenas precisam de pequenas ajudas, pequenos elogios e comentários para se manterem vivas. Existem bandas que tem muito talento que precisam ser vistas pelo público. O nosso país é cheio de cultura e qualidade, basta você procurar. Nunca deixem que digam que o Rock nacional já era... Procure sempre salvá-lo! A boa música precisa de público para sobreviver e o publico é você que está lendo!  O reconhecimento gera competição, que gera maior qualidade na música. Há espaço para todos! A galera tem que se unir e começar a agir em função da sobrevivência da boa música. Conto com vocês, galera! Espero que tenham gostado, pois o Rock nacional quem faz são vocês! Muito obrigado a toda a equipe do "Louco Motor" pelo espaço, carinho e elogios! E ainda, obrigado de mais ao nosso público, que nos mantém vivos. E, por fim, a você que está lendo, que dedicou alguns minutos de sua vida para conhecer mais uma banda nacional, que briga para viver de um sonho! Que é fazer música pra você. Um grande abraço a todos!


É isso aí, moçada! Fé no rock, ele está mais vivo do que nunca!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dicas da semana: Killer Klowns

Pois é galera, desculpa a sequência, mas essa não dava pra ficar de fora!


Material novinho, nunca tinha ouvido. Bom de mais moçada! Essa galera do Killer Klowns, tem muito do que eu gosto de ouvir em uma banda influenciada por Hard Rock do bom. Refrãos com diversas vozes, pose, agressividade medida, um certo charme nas músicas (não me levem a mal!) e, acima de tudo, muita qualidade no som, a gravação está ótima!

Logo logo vamos conhecer mais dessa galera, uma entrevista com o pessoal estará saindo do forno em breve. As letras são em inglês, mas são ótimas, bem cantadas e não manjadas.

Sem mais delongas, com vocês: Killer Klowns!





Saibam mais:
Vale a pena!!!






terça-feira, 1 de maio de 2012

Dicas da semana: Savannah

Antes de qualquer coisa, durante o final de semana o blog permaneceu sem atualizações e continuará assim durante esta terça-feira também. Peço desculpas, mas o problema é a falta de tempo.

Bom, vamos a dica.

Formada em 1996, a Savannah é uma das principais bandas de hard rock do Brasil, na verdade, é uma das únicas que sustenta o visual Glam Rock. As músicas são, na maioria, cantadas em inglês. Porém, o som é muito bom e  com certeza vai agradar os apreciadores do estilo!

Com vocês: Savannah!!!


O áudio não está muito legal no vídeo de baixo, mas é só para dar uma ideia de performance do pessoal

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dicas da semana: Picanha de Chernobill


Pois é, essa banda é tão nova pra mim quanto pra vocês (eu acho). Porém, o pessoal tem expressão no sul do país que, diga-se de passagem, é o maior berço do rock n roll brasileiro da atualidade. O grupo Picanha de Chernobill tem um som inspirada nos anos 70 e 80, muito bom de ouvir. Por enquanto, fica como uma dica, mas logo logo deverá estar em outros espaços do Blog.

É isso aí. Com vocês: Picanha de Chernobil!!!!

Bom som!!!



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Entrevistas: Perverse


Voltando com a sessão de entrevistas aqui do Louco Motor, desta vez foi a banda Perverse, que há pouco tempo fiz uma resenha para o blog. Tenho certeza que vocês vão gostar de ler esta entrevista, ficou muito legal, super bem humorada e muito instrutiva para todos os que curtem rock no Brasil!

Só quero deixar claro que eu utilizo o artigo “a” antes da palavra Perverse, pois me reviro “a banda”. No caso, os integrante chamam de “o Perverse”, mas achei melhor não mudar o modo como escrevo, porém também vi necessidade em comentar isso.

É isso aí! Vamos à entrevista:


Louco Motor: A Perverse ainda é uma banda recente, por isso, seria legal descrever um pouco sobre ela. Então, vamos eliminar os clichês nesta primeira pergunta , rs. Como surgiu a Perverse? O nome tem algum motivo especial? Rolou mudança entre os integrantes? Participaram de muitos festivais? Quais as influências? Enfim, a intenção é montarmos um currículo de vocês aqui, rs.

Murilo 240: O Perverse surgiu com o intuito de dominarmos o mundo. A história é basicamente assim: eu e o Silver (guitarrista) nos conhecemos num bar e resolvemos montar uma banda pra salvar o Rock n’ Roll da frescura que tá hoje em dia, injetando uma boa dose de atitude, adrenalina e masculinidade. Chegamos à conclusão que, pra conseguirmos isso precisaríamos dominar o mundo, e pra dominar o mundo precisaríamos da ajuda dos caras mais tretas do mundo. 

Recorremos então ao submundo, onde achamos o Demir (baterista). O filho do Demônio, Demir, se juntou ao grupo e citou que o Mestre (guitarrista) seria um cara perfeito para se juntar a "crew", pois seu nome estava no topo da lista dos mais procurados no inferno. Ele era dono de um cabaret e tocava guitarra também. Depois de contatarmos o Mestre e ele topar, achamos o Piau (vocalista) em uma festa. Ele foi o escolhido porque sua voz é tão potente que praticamente dispensa microfones. Juntando a banda e nosso objetivo, o nome Perverse apareceu como a melhor maneira de nos descrever. Essa é uma versão bem reduzida da história, que você pode conferir no nosso site: www.PerverseRock.com.

Mestre: Os integrantes do Perverse possuem influências individuais bem diferentes, e isso faz com que as músicas resultem em algo que não se parece com absolutamente nenhum estilo, então tivemos que nomear o nosso próprio estilo, intitulado de Rock Doido. Porém, a banda possui algumas influências em comum, como: Kiss, AC/DC, Motörhead, Metallica entre outras. 

Silver: Nós já participamos de diversos festivais pela cidade e região, além de tocarmos em diversos motoclubes. Inclusive nosso EP "Too Much Is Never Enough" foi lançado em um evento ao lado da banda Motorocker, reconhecida pelo AC/DC como o melhor cover do mundo.

Louco Motor: A banda é mineira, terra que ficou conhecida musicalmente por muitos estilos, o rock também está presente, por exemplo, o Sepultura é conterrâneo de vocês. Como é a cena rock de Minas, tem espaço para as bandas? O Hard é bem cotado ou isso é uma das dificuldades que enfrentam?

Murilo 240: Cara, o estilo rock n' roll/metal é um dos mais fortes que existem. Ele ultrapassou a barreira da música e passou a ser um estilo de vida. O que torna o rock "menos popular" do que os outros estilos é que seus apreciadores não são tão unidos. Os apreciadores dos outros estilos não querem disputar quem sabe mais ou quem sabe menos, quem é melhor ou pior, eles apenas querem apreciar a música e pronto e é exatamente isso que fazemos. Não queremos ser melhores nem piores, queremos apenas fazer música boa, como achamos que tem que ser.

Agora respondendo a pergunta com um olhar diferente de músico de rock n' roll, se existir PÚBLICO existe música. Se a banda não tiver público, seja o estilo que for, ela não vai tocar em nenhum lugar. Ela tem que abrir pra outras bandas até conseguir seu público. Mas uma banda de rock não abre pra uma banda de sertanejo, somente pra outra de rock. Se a galera não cola no show de rock, não conhece os materiais da banda, ela nunca vai ter publico e assim vai morrer uma banda que poderia ser a próxima explosão mundial. Não estou falando pra colar nos shows de estilos e bandas de rock que vocês não curtem, apenas estou falando pra apreciar o que realmente é bom e, se possível, ajudar a banda a divulgar nem que seja mostrando para UM colega de classe/trabalho seu, isso já é um começo.

Em resumo é isso, o dono do pub/evento não vai colocar uma banda que não vai dar pra, pelo menos, bancar seus custos da criação do evento, o que todos nós sabemos que não são baixos.

Silver: Por conta disso, os organizadores preferem investir naquilo que já tem retorno garantido do que investir em algo novo. O rock acaba perdendo espaço para o sertanejo universitário, por exemplo.

Mestre: O fato da banda ser mineira não interfere na dificuldade de conseguir espaço na cena brasileira. Como disse o Murilo, em todo o Brasil os organizadores preferem investir em eventos que possuem retorno certo, e quando algum produtor resolve fazer algum evento de rock ou metal, as bandas e fãs brasileiros acabam se surpreendendo com o amadorismo de alguns produtores, e tenho certeza que todos os fãs já presenciaram em vários eventos a falta de preparo de vários shows, inclusive de bandas estrangeiras.

Louco Motor: É comum ver em entrevista, que as bandas e artistas que desejam prosperar no Brasil, devem ir pra São Paulo (capital), vocês concordam com isso? Se sim, já têm planos pensando na possibilidade?

Silver: Antigamente até poderia ser, mas hoje em dia não. Com a facilidade da Internet, há bandas muito conhecidas em outros pontos do Brasil. Claro que estar em uma capital torna tudo isso mais fácil, mas não precisa ser necessariamente São Paulo. Há bandas de Goiânia e Brasília, por exemplo, que representam. E há bandas em cidades interioranas que são conhecidas e marcam presença em eventos de capital também.

Murilo 240: Claro que no interior tem um prestigiozinho quando a banda vem da capital ou quando já tocou lá. Não deveria ser assim, porque de onde a banda vem não interfere na qualidade do som, mas acontece. Mas isso também não é um problemão. Se você tiver persistência e competência, você vai pra onde quiser. No mais, eu assino embaixo em tudo o que o Silver disse.

Mestre: O que a banda precisa de fato é uma cidade ou região onde o público compareça aos shows. Não precisa ser especificamente São Paulo. Assim, a banda fica conhecida na região e também em todo o Brasil, desde que essa banda tenha realmente bons shows.

Louco Motor: Agora sobre o EP “Too Much Is Never Enough” (se não conhece, dá uma procurada no blog que tem resenha, moçada!), o trabalho é composto por musicas em inglês. Isso foi certo desde o início? Ficou estabelecido que as músicas seriam compostas na língua inglesa, ou não é necessariamente uma condição?

Silver: Isso ficou estabelecido desde o começo. Como o nosso objetivo é dominar o mundo, seria mais fácil executar isso com músicas em inglês. Em português, dominaríamos apenas o Brasil e Portugal.

Mestre: E a Angola.

Murilo 240: Fato!

Louco Motor: Ainda sobre as letras em inglês, vocês sentem que a aceitação do público é maior quando se canta em outra língua, ou não, o português é uma cobrança de quem escuta?

Mestre: A aceitação do público no Brasil não se dá especificamente quanto ao idioma da letra, o que importa mesmo para o público é se a música tem o "algo a mais", se a música tem energia e principalmente se a banda consegue fazer um show para animar o público, tanto que temos grandes bandas no Brasil que têm letras tanto em inglês (como Sepultura, Angra etc) como em português (como Matanza, Velhas Virgens etc). Porém, se a banda pretende ter uma carreira internacional, o peso do idioma das letras se torna maior, tendo assim uma maior aceitação pelas letras em inglês.

Silver: A letra tem papel essencial para transmitir a nossa mensagem, que caminha entrelaçada com a melodia. A questão é o público que vamos atingir: enxergamos que podemos atingir mais gente com o inglês. Não chega a ser uma cobrança, tanto é que muitos estão acostumados com músicas em inglês.

Murilo 240: Eu também acho que atingimos mais gente em inglês. Primeiro porque vamos dominar o mundo, e isso tem que ser em inglês. Segundo porque tem sempre os “tr00zões” que, mesmo sendo brasileiros, só escutam coisas em inglês. Já quem curte uma música em português também curte em inglês.

Louco Motor: Vocês também gravaram um videoclipe. Como foi a gravação?

Murilo 240: Foi super divertido. Nós gravamos o clipe em dois dias, num sábado e no domingo seguinte. No primeiro dia gravamos a parte do escritório no trabalho do Silver, foi bem simples, calmo e sem pressa. No segundo dia gravamos no mesmo lugar que fizemos um show um mês antes, numa casa cultural chamada Veredas. Nesse dia começamos cedinho e fomos para o local arrumar tudo, limpamos o lugar, arrumamos a "decoração" e preparamos tudo para as pessoas que iam fazer parte do videoclipe. Esse dia foi mais corrido e trabalhoso, mas também foi bem divertido. 
Tínhamos começado no domingo de manhãzinha e fomos sair depois das 23h do local, estávamos quebrados no final do dia. Mas eu confesso que faria tudo novamente, sem pensar duas vezes. Uma curiosidade sobre o local que eu aposto que nem o antigo dono do lugar (o Veredas fechou) sabe: o lugar antigamente era um puteiro e o local azul onde o Silver faz seu solo era a sala onde as garotas ficavam fazendo strip para os clientes escolherem quem eles queriam “hahahaha”!

Silver: Tudo que é feito com diversão, se torna agradável. Por conta disso, eu também faria tudo de novo. O processo de gravação foi demais e a aceitação tem sido muito bacana também, visto que o YouTube se tornou uma ótima ferramenta de divulgação.

Mestre: A gravação do clipe foi um dia que tenho certeza que a banda esquecerá jamais, foi uma experiência muito boa, divertida e, claro, muito cansativa com muito trabalho duro, toda a gravação durou 2 dias e contamos com apoio de vários amigos da banda para gravação e produção do vídeo, no final o trabalho foi muito gratificante, visto que o vídeo foi produzido com ótima qualidade e também que este material é um diferencial da banda.

Louco Motor: Além disso, a Perverse participou de um programa Global, o Caldeirão do Hulk. Como a participação no programa refletiu na banda?

Silver: Apesar de não termos “chegado” até o Caldeirão, lideramos a votação durante várias semanas, assim como outras bandas que também não foram para o programa. Acabaram pegando bandas que nem marcaram presença nos Tops de votação. Mas valeu como uma grande experiência, porque conquistamos novos fãs graças à divulgação que tínhamos ao estarmos entre as mais votadas.

Murilo 240: Nós tiramos duas lições com essa história do Caldeirão do Huck. A primeira é que essa história de votação é a maior furada. A segunda é que a divulgação deve sempre ser pesada, isso traz resultados e novos fãs.

Mestre: Na verdade todos nós já sabemos que processos globais são pré-arrumados.

Louco Motor: E agora, os trabalhos mais novos? O que a gente pode esperar da Perverse, quando vai sair um CD novo?

Mestre: O Perverse só está começando em sua trajetória que, com certeza, será repleta de sucesso, então, em breve podem esperar por mais trabalhos do Perverse, tanto em músicas novas quanto novos vídeos, e claro, muito show de qualidade extra pra todos nós. Não temos uma data definida para quando vai sair estas novidades, mas já estamos trabalhando nisso.

Murilo 240: Estamos trabalhando em novas músicas agora, adquirindo novas experiências e estamos iniciando uma bateria de testes que vamos fazer em shows. O processo de dominação global é muito árduo, mas a gente da conta.

Silver: A experiência que tivemos gravando “Too Much Is Never Enough” com certeza vai se refletir em nossos futuros trabalhos. Queremos ser cada vez mais uma banda única e com identidade.

Louco Motor: Na opinião e vocês, o que falta para o rock no Brasil, é mais consciência dos músicos, da mídia ou do público? Sintam-se à vontade para opinar.

Murilo 240: Falta mais profissionalismo e respeito de todas as partes. O dia que isso acontecer, a mídia vai olhar para o rock com olhos de ouro.

Mestre: A atual cena do rock no Brasil não foi resultado de apenas um dos lados, mas sim uma soma da falta de interesse de grande parte do público em comparecer aos eventos (nós sabemos que ainda tem muita gente que comparece), um amadorismo impressionante de certos empresários que só querem ganhar dinheiro a qualquer custo, a mídia que dá preferência para coisas que dão retorno financeiro e também por parte dos músicos, que muitos aceitam tocar nos eventos desses produtores "mal preparados" em troca de cerveja, e às vezes nem isso.

Louco Motor: Bom, agradeço a participação da Perverse para o Louco Motor, espero que futuramente possamos fazer mais realizações juntos, quem sabe nós dois não estaremos alçando voos mais altos, não é? Enfim, este espaço final fica a disposição da banda, escrevam o que quiserem, aquilo que têm vontade de falar para o pessoal do rock brasileiro, para a população tupiniquim, qualquer coisa.

Murilo 240: Curtam Perverse, mostrem para seus amigos, façam o download do nosso EP e ganhe uma entrada vip pro apocalipse ao nosso lado. Tudo em nosso site www.perverserock.com!

Mestre: Aos que quiserem saber mais sobre a banda, sintam-se a vontade para adicionar a página do Facebook da banda www.facebook.com/PerverseOfficial e também fazer perguntas direcionadas aos integrantes. Todos nós somos extremamente humildes e sabemos que sem publico não vamos a lugar nenhum, podem mandar mention no nosso Face/Twitter que sempre vamos responder vocês. O Twitter é www.twitter.com/PerverseOficial.


Resenhas: Wanted



Recentemente, conheci esta banda, Wanted, criada em 2006, filha do estado Alagoano, residente na capital Maceió, o que me surpreendeu e me animou, primeiro por saber que alguém de Maceió acessa o Blog Louco Motor e, outra, porque isso só reforça a ideia de que existe rock em todos os cantos do nosso Brasil, só é preciso boa vontade para procurar, afinal as bandas não vão estar na capa do G1 ou no programa de domingo. Enfim, voltando ao que interessa, outra coisa que me deixou empolgado com essa resenha, foi que a banda em questão continua mais ativa do que nunca.

Formação Wanted
Wanted, sem dúvida é uma banda de Hard Rock e me lembrou muito um grupo chamado Hanoi Rocks, principalmente pelos traços de punk presentes na bateria em algumas músicas, mas sempre com riffs de Hard  pra te lembrar a principal raiz desses caras! 

A formação da Wanted conta com:
André Sousa (Vocais)
Thales Harrysson (Guitarras)
Diego Melo (Baixo)
Erick Bruno (Bateria)

Não conheço os integrantes pessoalmente, mas se eu fosse chutar, diria que o baixista já tocou guitarra, porque eu nunca ouvi um contrabaixo tão presente como base e como acompanhamento de vocal, dentre outras coisas, o baixo é extremamente marcante e consegue se diferenciar da guitarra, dando mais liberdade a criação das músicas. Sem dúvida, Wanted não precisa de um 2º guitarrista, está bem do jeito que é, particularmente, isso dá cara própria ao grupo.

Sabe aquelas bandas que você reconhece pelos detalhes, quando toca uma música nova você já tem aquele palpite certeiro? Pois é, assim vejo a Wanted, a partir desta Demo. As passagens feitas no meio da música, abusando de viradas na bateria, no baixo e solos de guitarra, são uma dessas características. As músicas são muito bem elaboradas, porém mantém simplicidade, uma virtude de grandes monstros do rock.

Como as faixas foram escutadas direto do site (www.wantedhardrock.tnb.art.br), não posso garantir que escutei na ordem correta da Demo, mas uma coisa é fato, são 9 músicas que dariam quase duas Demos. As 4 primeiras (Gasoline, Show me the way, Hot girl e Wanted) são muito parecidas, seguem a mesma linha, principalmente de vocal que, talvez pela gravação, em alguns momentos, fica escondido pelo restante dos instrumentos, contando com poucos backin vocals.

Porém, a 5ª música (Forgotten Words) quase da uma escapada para o pop, puxando para um lado “Creed” da banda, mas logo o susto passo e a proposta inicial continua, dessa vez com mais agressividade, vocal mais marcado e com ajuda de outras vezes. Nas quatro musicais finais, o ritmo é mantido e o interessante é que a última composição foi inspirada em Beatles, lembrando muito When my guitar gently weeps, uma influência dos anos 70 se mostra marcante neste final.

Por último, vale ressaltar que as letras mantém o tradicional inglês e um pouco do clichê que essa língua traz, sendo uma linguagem fácil, bonita, rítmica, mas limitada. Se eu pudesse pedir algo, gostaria de ouvir uma música da Wanted em português. Mas enfim, a banda é muito boa de ouvir, além de ser nova e ter um potencial muito grande, mas, acima disso, é brasileira e é hard rock! Então escute! Conheça! Opine! Apoie!

Demo (2009) – Wanted
01 – Gasoline
02 – Show Me The Way
03 – Hot Girl
04 – Wanted
05 – Forgotten Words
06 – Drink And Rock n’ Roll
07 – Easy Lover
08 -  Once Again
09 – Give Me Fire

É possível conferir a Demo completa no site: www.wantedhardrock.tnb.art.br

Abaixo alguns vídeos: